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Esporte

Montillo: 'Será um ano muito bom no Botafogo'

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Meia Hora
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Meia argentino é recebido com festa e promete retribuir o carinho da torcida em campo

Rio - A camisa 7 do Botafogo tem, oficialmente, um novo dono. Após receber o manto das mãos de Maurício — que com o mítico número às costas fez o gol que acabou com o jejum de 21 anos sem título do Alvinegro, em 1989, na final do Cariocão contra o Flamengo —, o argentino Walter Montillo foi ovacionado pela torcida, ontem, em General Severiano. O meia, que já brilhou no Brasil por Cruzeiro e Santos e estava no chinês Shandong Luneng, assinou contrato até dezembro.

HONRA

É uma honra vestir essa camisa, não só pelo número (7), mas pela história do clube. Foi uma negociação fácil e rápida porque falamos com a verdade. Eu me arrepio quando Maurício fala dessa camisa. Fico emocionado. Não comecei a jogar, mas na rua e nas redes sociais o torcedor só fala coisa boa. Vou deixar tudo aqui para fazer o melhor, mas não individualmente. O grupo está formado, fez um 2016 muito lindo e quero somar. Não quero ser o cara que vai salvar o time. Darei o meu melhor e acho que será um ano muito bom para todos.

FORMA FÍSICA

O mais importante para mim é pegar ritmo. O calendário chinês acaba em novembro. Quase não descansei nas férias. Continuei treinando porque sabia o que aconteceria este ano. Meu último jogo foi no dia 30 de outubro. Esquecer de jogar bola ninguém esquece. Trabalhei muito a parte física com um preparador físico pessoal para chegar da melhor maneira. Estou muito empolgado, acho que as coisas vão bem.

Marcelo Bertoldo / Agência O Dia
Montillo é apresentado no Botafogo

LIBERTADORES

Chego trabalhando e pensando que são dois jogos (contra o Colo-Colo). Temos que pensar como uma final. Está todo mundo empolgado, percebi no vestiário. Temos pouco tempo de preparação, mas acho que é o suficiente para chegar da melhor maneira. Tenho que conhecer o grupo, mas futebol é igual em todo lugar do mundo. Quando tem vontade e bons jogadores, fica mais fácil. Não pode deixar de lado o Carioca.

CANDIDATO A ÍDOLO

Para mim é incrível (a recepção da torcida ontem), mas não posso ficar só com essa imagem. Tenho que devolver dentro do campo o carinho do torcedor. É muito lindo, mas não posso ficar com essa imagem pelo nome. Quero jogar e ajudar o Botafogo em campo. Não fui contratado para tirar foto, mas para jogar bola. Também vou tirar fotos, mas não é só isso (risos).

VOLTA PARA O BRASIL

Cumpri o contrato (com o clube Shandong Luneng, onde chegou em 2014), queriam que ficasse mais um ano, mas para mim é difícil. Tenho dois filhos pequenos. Estou com uma boa idade (completa 33 anos em abril). Era o momento para voltar e essa oportunidade dada pelo Botafogo foi linda.

SUPERSTIÇÃO

Tenho todas (risos). Várias. Perceberão no dia a dia. Sempre entro em campo com o pé esquerdo, faço sinal da cruz, olho para o céu, agradeço minha vó, meu avô e tio. Mando três beijos para o céu. Tem algumas outras que não posso ficar falando (risos).

FUNÇÃO PREFERIDA

Posso jogar no lugar que o treinador achar melhor. Ele que tem o olho para ver onde o jogador vai render mais... Claro que tem posições em que posso render melhor, mas o treinador que sabe. Vou ficar à disposição e não vou ficar bravo (risos).

CARRASCO DO FLAMENGO

Aquele gol (na Libertadores 2010) fica na memória do torcedor. Na Universidad de Chile todos lembram. Eliminamos o Flamengo, que era candidato ao título. Ficou marcado. Vou tentar fazer gol de qualquer jeito. Até de mão, se ninguém ver (risos).

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