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Polícia

Tiros à queima-roupa contra agente

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Meia Hora
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Segundo investigação, policial disparou com o cano da espingarda encostado no peito da irmã

Rio - A morte da policial civil Glória Fabiane de Souza Melo, de 47 anos, tem indícios de que foi uma execução sumária. Segundo a polícia, o corpo apresentava seis marcas de tiros no peito e, em algumas delas, há vestígios de que os disparos foram feitos com o cano da arma — provavelmente uma espingarda calibre 36 — encostado na vítima. Irmão dela e também policial civil, Fernando Rogério de Souza Melo, de 49, acusado do crime, está preso.

O corpo de Glória foi sepultado ontem. Ela morreu domingo, após ser baleada, por volta das 20h, em casa, no Humaitá, Zona Sul do Rio. Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios (DH), a arma da vítima foi encontrada no guarda-roupa, o que prova que a policial estava desarmada ao ser atingida pelo irmão.

Reprodução Facebook
Glória Fabiane de Souza, de 47 anos, morta pelo irmão

Em depoimento à DH, Fernando admitiu que atirou com uma espingarda, mas afirmou não se lembrar do que aconteceu depois. De acordo com a polícia, após balear a irmã, o policial subiu para o terceiro andar da residência e fez vários disparos contra as paredes. Na casa, foram apreendidas munições e 11 armas, algumas delas a polícia já sabe que estão registradas. Sobre as outras, a DH ainda aguarda as informações. Fernando seria colecionador de armas.

Briga por causa de herança

A casa dos irmãos tem três andares. Glória morava no primeiro e Fernando, no último. A disputa pelo imóvel, deixado para eles pela avó materna, e por outro bem, que seria um terreno ou uma casa na Região dos Lagos, teria sido o motivo da discussão que culminou no assassinato. Segundo as investigações, a policial queria que tudo fosse vendido e o dinheiro dividido entre eles — há um terceiro irmão —, mas Fernando não concordava.

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