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Polícia

Guerra do tráfico ceifa vida de menina na Maré

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Meia Hora
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Fernanda, de 7 anos, brincava na casa de amiga quando foi atingida por bala perdida

Rio - O vestido rosa de princesa comprado para a menina Fernanda Adriana Caparica Pinheiro, de 7 anos, não vai ser usado como planejado pelos familiares. Parentes da garota, que morreu após ser atingida por uma bala perdida, no Complexo da Maré, na noite de quarta-feira, contaram que a roupa seria usada em uma cerimônia religiosa. No entanto, a garota será vestida com a roupa em seu sepultamento, que ocorrerá hoje o Cemitério de Irajá.

“Ela havia me pedido um vestido rosa para participar de uma comunhão na igreja. Vivia sorrindo. A lembrança do sorriso dela vai nos dar força para seguir em frente”, afirmou Denise Pacheco, madrinha da menina.

Severino Silva / Agência O Dia
Mãe de menina morta na Maré, Thayana Santos esteve no IML para liberar o corpo da filha. A tia da criança, Denise Pacheco, também esteve no local

Fernanda foi atingida no tórax e morreu ao dar entrada no Hospital Federal de Bonsucesso. Ela brincava na casa de uma amiga, por volta das 17h, na comunidade Parque União, quando começou uma troca de tiros entre traficantes de facções rivais.

“Ouvimos os tiros, mas o confronto era em outra comunidade. Minha filha estava brincando dentro de casa. Não imaginávamos que isso pudesse acontecer”, disse a mãe da menina, Thayana dos Santos, que esteve ontem no Instituto Médico-Legal (IML) para liberar o corpo da filha.

A Delegacia de Homicídios (DH) abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a ONG Rio de Paz, 19 crianças morreram por balas perdidas nos últimos dois anos em comunidades do Rio.

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