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Se Liga

'Podem esperar uma super tour', diz Pablo Vittar

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Meia Hora
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Drag Queen conta a sua trajetória, além de como foi a sensação de estourar no Carnaval

Reprodução Internet
Pabllo Vittar

Rio - Além de cantar na banda do programa “Amor e Sexo”, Pabllo Vittar, de 22 anos, teve sua música “Todo Dia” considerada um dos hits do carnaval e ainda cantou nos trios da Anitta e da Daniela Mercury. À coluna, a drag conta a sua trajetória, além de como foi a sensação de estourar no carnaval.

Em algumas entrevistas, te tratam pelo gênero masculino; em outras, pelo feminino. Você prefere que te tratem por ''ele'' ou ''ela''?
Não me importo em ser chamado no masculino ou feminino. Acho que todos temos o direito de sermos tratados da maneira que nos deixe confortável, eu estou confortável sendo chamado de "ele" ou de "ela", mas devemos sempre respeitar a identidade de cada um e entender como as pessoas se sentem confortáveis.

Nesse carnaval você cantou no bloco da Anitta e no trio da Daniela Mercury. Conta como foi a experiência?
Foram vários sonhos realizados em poucos dias! Dividir o trio com a Daniela Mercury, no bloco que acompanho desde criança foi inexplicável. Logo depois fazer uma participação no bloco da Anitta, foi maravilhoso. Acho que não consigo comparar os dois trios.São dois públicos muito diferentes mas os dois com muita energia boa!

Você faz parte da banda do programa “Amor e Sexo”. Como é se dividir entre as gravações e seus compromissos como cantora?
Quando começam as gravações minha vida fica uma loucura. Basicamente fico no Rio de segunda a sexta me dedicando exclusivamente ao programa, na sexta viajo e faço meus shows sexta, sábado e às vezes aos domingos. Fora isso ainda surgem alguns compromissos em outras cidades no meio do caminho, ai é pegar um avião correndo e voltar a tempo dos ensaios.

Como é a sua relação com a Fernanda Lima?
Eu amo a Fernanda! Ela é uma mulher incrível que emana uma energia boa todo o tempo. Ela me ensina muita coisa! Até porque sou super novata nessa indústria e ela já é uma artista consagradíssima.

No programa do dia 02/03, o Rodrigo Hilbert se vestiu de drag. o que você achou da atuação?
Você acredita que eu não sabia? Achei até estranho porque eu conhecia quase todas as drags que foram convidadas e tinha aquela outra drag ali no canto que ninguém sabia quem era! A produção não contou pra ninguém! Rodrigo mandou muito bem, ele estava maravilhoso de Drag.

Você acha que o fato do programa abordar temas LGBT é importante? Por quê?
Não só esse tema, mas todos os outros que já foram ou ainda serão abordados no programa. Na minha opinião, esse é um dos programas mais importantes da tv nacional hoje! Ele debate temas super importantes e de uma maneira leve, didática e divertida. Ele leva pra dentro da casa de milhões de pessoas um pensamento de respeito ao próximo e também ao próprio corpo e mente.

Fazer parte de um programa de TV e suas músicas estarem bombando abre um espaço não só para as drags, mas para o púbico LGBT. Como você vê isso?
Acho importante que tenhamos artistas LGBT ocupando espaços importante! Essa ocupação já transmite uma mensagem importantíssima: eu posso, você pode, todo mundo pode! Sempre converso com meus fãs quando tenho tempo e tento, sempre que posso, ajuda-los a enfrentar essa sociedade ainda extramente homofóbica em que vivemos.

Você é muito elogiada, nas redes sociais, pela boa forma. Você faz alguma dieta ? Malha muito?
Eu tento comer bem e malhar todo dia, mas nada que seja super controlado. Eu nunca gostei de arroz, pães, bolos, doces e etc, então isso já ajuda. Mas sempre tiro um dia da semana para comer uma pizza inteira! (risos) Quanto a malhar, uso um aplicativo no celular mesmo e malho sempre sozinha em casa ou no quarto do hotel quando estou viajando.

Você lançou o seu disco "Vai passar mal" esse ano. O que mais de novidades podemos aguardar em 2017?
Supresaaaa! Tenho alguns outros projetos em andamento mas não posso falar deles ainda! O que posso dizer é que vocês podem esperar uma super tour pelo Brasil!

Você já sofreu preconceito por ser drag? E depois da fama?
Já sim! Agora ele é um pouco diferente. Diminuiu o que sofria cara-a-cara mas aumentou o que sofro virtualmente. Mas virtualmente eu consigo filtrar e simplesmente não ler e me focar nos meu fãs, então não tenho muito contato.

E o assédio? Você recebe muita cantada?
Olha, no último ano eu estou tão focada no meu trabalho que não to recebendo muitas cantadas não! Mas sempre tem um fã mais assanhado. (risos).

Você sonha em gravar dueto com algum cantor (a) brasileiro (a)? Quem?
Com a Anitta! Eu admiro muito o trabalho e garra dessa mulher e, depois de conhecê-la pessoalmente, me tornei mais fã ainda.

Você sente falta de mais drags na música brasileira?
Se compararmos com alguns anos atrás, temos um crescimento da presença de drags na música surpreendente! Acho que estamos caminhando para termos um cena drag maravilhosa.

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