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Se Liga

'Quero um programa de auditório', diz André Marques

Por
Rodrigo Mandarini
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Acostumado a substituir colegas, o ex-Mocotó da Malhaçãosonha em ter um programa próprio, diz não temer desafios nem no trabalho nem na vida pessoal

Divulgação
André Marques

Rio -  Após cumprir com louvor a missão de apresentar o The Voice Kids no lugar de Tiago Leifert, André Marques voltou ontem ao É de Casa. Acostumado a substituir colegas, o ex-Mocotó da Malhaçãosonha em ter um programa próprio, diz não temer desafios nem no trabalho nem na vida pessoal e confessa que o medo de ‘negar fogo’ o levou a fazer a cirurgia de redução do estômago.

Como fica sua relação com a criançada depois do The Voice?
No começo, o programa tinha regras, não podia ficar junto. Mas no fim eu já sabia o nome de todo mundo, queria que todos ganhassem. Eu até sugeri que só cantassem, ganhassem uma bola e uma boneca (risos). Tinha criança que nunca tinha andado de avião, eles puderam aprender com músicos de altíssimo nível, conheceram o Rio. Então todos ganharam.

Foi tranquilo entrar num programa que já era um sucesso?
Tem aquilo de que se o programa já é um sucesso e despencar, a culpa é minha. Mas não tenho medo de fazer nada. Se mandam é porque confiam em mim. Minha vida é substituir (risos): no Vídeo Show, fiquei no lugar do Miguel Falabella, que acho um gênio. No Mais Você, a Ana Maria Braga nunca tirou férias, agora me chamam para ficar no lugar dela, que tem um público fiel, o programa é a casa dela. E no The Voice fiquei no lugar do Thiago (Leifert), que é sensacional. Mas a estrela é sempre o produto.

Qual é o seu maior objetivo?
Quero ter um programa de auditório. Tenho certeza que vou ter. Pode ser daqui a um ano ou daqui a dez, porque nessa profissão não precisa de idade. Meu sonho é um programa com gente, não precisa ter meu nome, não tenho essa vaidade. Sempre que estou para gravar o projeto que tenho, me chamam pra fazer alguma coisa. Quero fazer teatro, também, até o fim do ano que vem.

Não pensa em voltar a trabalhar como ator na televisão?
Eu tenho contrato de ator. Mas não gostaria de ser protagonista de novela nem se fosse ganhando dez vezes mais. Quero me comunicar, rir. Por exemplo, eu acho que o Faustão é o melhor, ninguém faz programa como ele. É muita responsabilidade, ele é fora dos padrões e faz como ninguém consegue fazer. Mas se ele tirar férias ou acontecer alguma coisa com ele, que espero que não aconteça, se me ligarem eu vou lá e faço o programa. O Faustão sempre me incentivou desde o começo da minha carreira.

Você é um cara que todo mundo gosta. Esse é o segredo de se dar bem em tudo que faz?
Eu não faço tipinho. Falo com você, com o (diretor-geral da TV Globo, Carlos Henrique) Schroder, com um desconhecido, da mesma forma. Não pra me acharem legal, porque as máscaras caem, mas porque sou assim. É muito raro eu estar mal-humorado, mas se eu estiver, não vou ao shopping tratar alguém mal. Se a pessoa me pede uma foto, só pode ser uma coisa boa, porque gosta de mim, me acha bonitinho, a mãe gosta, a avó... Ninguém tira foto e mostra: “Olha que otário”. Se estiver no motel e a camareira pedir foto, coloco um roupão e tiro. E já aconteceu isso algumas vezes. Me achar marrento é impossível. Não trato ninguém mal.

E a mulherada pede para tirar muitas fotos com você?
Não sou galã, então os caras não têm ciúmes de mim. Em Malhação eu já era o gente boa. Acho irado quando homem pede foto, fala que se amarra em mim. Acho mais legal do que mulher, que pode ser por eu ser homem. Os caras não tiram foto com o Cauã (Reymond) e mandam pra mãe, pra mulher. Mas comigo parecem amigos de infância.

Mas e as gatas?
Uma vez, veio uma gata no aeroporto, morena, olhos azuis, e pediu uma foto. Ela disse que me adorava na Malhação. Mas eu saí em 1999! Perguntei a idade, ela disse ter 19 anos e que me via com a mãe, que era minha fã, pelo Canal Viva. Eu estava cheio de maldade e nem tive coragem de falar mais nada.

Agora que está magro, o apetite sexual aumentou?
A minha taradice não mudou nada. Se eu tivesse que azarar a Xuxa, eu ia e ainda vou. Sempre fui sem-vergonha. Criei piadinhas, que enquanto os fortões malhavam, eu tinha dedicação total para elas. Minha minha única atividade física era sexo. Ficava com medo de morrer, mas morreria feliz. Mas é claro que a disposição e o desempenho melhoraram.

Três anos após operar, sente saudade do tempo de gordo?
Sempre fui magro, fiquei fofinho, gordo, obeso e obeso mórbido. Quando operei, tinha 162 quilos (hoje pesa cerca de 85kg). Tinha diabetes e o médico disse que eu poderia ficar cego. Eu disse que tinha dois olhos. Quando ele disse que eu poderia ficar brocha, f... Eu só tenho um p... Precisava fazer a cirurgia. Sei que nunca mais vou virar um refrigerante de uma vez, tomar dois litros. Adoraria comer uma picanha inteira, beber uma garrafa de vinho, mas não dá. E é muito pouco em comparação com o que ganhei.

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