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MP5 no crivo da perícia

Instituto vai analisar 50 submetralhadoras das forças da lei, do tipo usado no ataque

Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) vão verificar as 50 submetralhadoras MP5 HK que estão registradas pelas forças de segurança no Estado do Rio, começando pelas da Polícia Civil, que deverão ser recolhidas na próxima semana. De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios (DH), esse foi o modelo utilizado para matar a vereadora Marielle Franco (Psol) e seu motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março, no Estácio.

No estado do Rio, as polícias Civil e Militar, a Marinha e a Aeronáutica têm cerca de 50 armas do tipo. Todas serão periciadas. "As primeiras serão da Civil, porque é de mais fácil acesso, em relação aos protocolos que temos que seguir. Depois, serão as da PM", afirmou um investigador do caso.

O objetivo é verificar se alguma dessas armas foi utilizada pelos criminosos. "É uma possibilidade remota, mas temos que descartar", completou o investigador.

De acordo com o especialista em armas Vinícius Cavalcante, a MP5 é "a Ferrari das submetralhadoras". Ela é utilizada em ações de retomada de reféns, por ser considerada uma arma precisa e com baixo recuo. "Não é preciso ter um treinamento especial para seu manuseio", ressaltou Cavalcante.

Por conta da sua alta precisão, a submetralhadora MP5 HK é utilizada pelos grupos de elite das polícias do Rio, como o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Civil, além dos fuzileiros navais, da Marinha.

Uma versão curta, chamada de MP5 K HK, foi utilizada pelo policial do Bope que tentou abordar Sandro Barbosa do Nascimento, em 2000, no assalto ao ônibus 174. A arma foi escolhida pelo seu poder de precisão. Apesar disso, na época, a polícia não treinava com frequência com esse tipo de arma e o policial errou o disparo. A refém Geisa Gonçalves morreu nas mãos do sequestrador.

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