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Policial morto em Acari

Agente da Dcod levou tiro na cabeça. Chefe do tráfico local foi preso na Bahia

Um policial civil morreu ao ser atingido por um tiro na cabeça, durante operação, ontem, no Conjunto Amarelinho, do Complexo de Acari, em Irajá. O inspetor Ellery de Ramos Lemos, de 51 anos, do Grupo de Investigações Criminais (GIC), da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas já chegou à unidade sem vida. O inspetor é o terceiro policial civil assassinado este ano no estado.

Em outra ação contra a quadrilha que domina o tráfico no Amarelinho, policiais da 39ª DP (Pavuna) prenderam, em Salvador (BA), o acusado de ser o chefe do bando, Rogério Santos do Nascimento, o Crânio, de 45 anos.

O inspetor Ellery foi atingido em confronto logo no início da operação. Além de reagirem com disparos de fuzis, os bandidos lançaram granadas. Um dos artefatos não explodiu e o Esquadrão Antibombas foi acionado. Segundo a Dcod, a operação visava a cumprir mandados de prisão contra bandidos que atuam na comunidade, entre eles Carlos Eduardo Sales Cardoso, o Capilé, de 35 anos, chefe do tráfico em Acari.

Após a morte do inspetor Ellery, a operação ganhou reforço e cerca de 300 policiais vasculharam a comunidade. Moradores se trancaram em casa e, pelas redes sociais, relataram o tiroteio. "Bala voando em Acari. Que Deus proteja os amigos", escreveu um. "Muito tiro na região", disse outro.

O Portal dos Procurados e o Disque-Denúncia (2253-1177) divulgaram cartaz em que oferecem recompensa de R$ 5 mil por informações que levem aos responsáveis pela morte do inspetor Ellery de Ramos Lemos. Até o fim da noite o balanço da operação não havia sido divulgado e não havia informações sobre o sepultamento do corpo do policial.

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