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Costureiras de cooperativas e presas fazem uniformes para alunos da rede municipal do Rio

Detentas do Talavera Bruce contam com a ajuda de profissionais de comunidades cariocas na produção

Costureiras de cooperativas mostram alguns uniformes feitos por elas
Costureiras de cooperativas mostram alguns uniformes feitos por elas -

Dentro da Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, as mãos de detentas dão forma aos uniformes escolares que serão usados pelos alunos da rede municipal do Rio. A ideia partiu da prefeitura com o objetivo de incentivar a ressocialização e criar postos de trabalho — além delas, costureiras de cooperativas de comunidades cariocas foram convidadas para participar do projeto. 

"A prefeitura está usando o seu poder de compra para fortalecer as cooperativas com mão de obra local. Com isso, cria uma opção de renda para nosso povo trabalhador e impulsiona o desenvolvimento econômico nas áreas mais vulneráveis da cidade", ressalta o prefeito Marcelo Crivella.

A atividade foi iniciada no ano passado e a meta é de que pelo menos cem mil camisas sejam produzidas. Neste ano letivo, serão entregues aos alunos cerca de 1,3 milhão de camisetas (duas para cada um). Todas as peças passarão pelo controle de qualidade da empresa responsável pela fabricação dos uniformes. Marcia Raquel Alves de Araújo, de 47 anos, é moradora do Morro da Providência e aprovou a iniciativa.

"Na cooperativa, eu consigo fazer uma renda e aprender uma nova profissão. Essa chance está abrindo portas. É uma oportunidade de contribuir para que as crianças sejam identificadas quando forem à escola, e nós vamos saber quem fez", orgulha-se.

Desempregadas, Ana Beatriz Souza Kellel, de 31 anos, e Marcia Alves dos Santos, de 42, comemoraram a oportunidade.

"Está todo mundo sem trabalho e precisando de dinheiro. É uma chance de fazer renda", disse Marcia.