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Witzel diz que vai colocar mais de 12 mil PMs nas ruas do Rio até o fim de 2022

Governador quer mandar 600 novos policiais militares para as ruas ainda neste ano

Governador anunciou o aumento do efetivo da PM durante cerimônia no Comando Militar do Leste
Governador anunciou o aumento do efetivo da PM durante cerimônia no Comando Militar do Leste -
O governador Wilson Witzel anunciou ontem que pretende colocar nas ruas do Estado do Rio, até o fim
de seu mantado, mais doze mil novos policiais militares. Segundo ele, o objetivo é dar continuidade à política de enfrentamento ao crime organizado. Até o fim deste ano, 600 novos PMs serão colocados para trabalhar nos batalhões da Polícia Militar.

“Por meio de uma parceira com a Alerj é que nós estamos implementando o programa Segurança Presente. E, até o final do ano, nós iremos entregar, dessas tropas que estão se formando, mais 600 novos policiais. Mas isso é apenas o começo”, disse Witzel. O governador lembrou ainda que a Polícia Civil está lançando edital para concurso público para preencher, ao todo, mil vagas.

Segundo o governador, ao longo de 2020 irão para as ruas mais quatro mil policiais. “Eu determinei ao comandante Rogério Figueiredo, secretário de Estado de Polícia Militar, que obtenha mais vagas para que possamos formar mais policiais. E vamos instalar companhias-escolas em alguns batalhões para que consigamos cumprir com essa meta. Para 2021 serão mais quatro mil policiais. Até 2022 teremos completado a PM com doze mil novos policiais”, garantiu.

Para o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Ubiratan Angelo, a ideia de Witzel, de colocar anualmente quatro mil PMs nas ruas até o fim do mandato, pode se tornar arriscada. Segundo ele, é preciso que o governador elabore de forma exata como isso vai acontecer.

“Não estou dizendo que ele não pode fazer isso, ou muito menos que vai fazer. É preciso entender que existe risco de impacto muito grande. Quando se fala em formação de policial, é preciso pensar no público alvo que quer atender e como vai atender. Se pensar a longo prazo, isso gera impacto muito grande na saída de policiais. O ideal é que o número de ingresso seja compatível ao de saída. Se temos um número de saída de policiais de 1,2 mil por ano, a ideia é colocar esse mesmo número ou um pouco mais”, explica Ubiratan.