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Justiça ouve PMs como testemunhas de defesa de militares que fuzilaram carro de músico

Músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, acabou morto após carro ser atingido por 80 tiros, além do catador Luciano Macedo, que foi socorrer o motorista

Carro onde estava o músico Evaldo Rosa foi atingido por 80 tiros
Carro onde estava o músico Evaldo Rosa foi atingido por 80 tiros -
A Justiça Militar Federal ouve na manhã desta quarta-feira quatro policiais militares como testemunhas de defesa dos 12 militares do Exército acusados pela morte do músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, que estava em um carro alvejado com 80 tiros, quando passava com a família em Guadalupe, na Zona Norte. Um catador de papel foi socorrer o músico e também acabou morto após ficar internado 11 dias. O crime ocorreu no dia 7 de abril, quando o carro foi supostamente confundido com um veículo com criminosos.
Na quinta-feira, serão ouvidos pela primeira vez os 12 militares acusados do crime, individualmente. As audiências serão conduzidas pela juíza Mariana Queiroz Aquino Campos. O Superior Tribunal Militar (STM) aceitou a denúncia do Ministério Público Militar (MPM) no dia 11 de maio pelos crimes de homicídio qualificado e omissão de socorro, por supostamente não terem prestado assistência às vítimas.

Galeria de Fotos

O músico Evaldo Rosa foi morto atingido por nove tiros Arquivo Pessoal
Catador Luciano Macedo foi baleado ao tentar socorrer o músico Evaldo Rosa Arquivo Pessoal
O caso aconteceu no último dia 7 de abril Reprodução / Internet
Carro da família foi atingido por 80 tiros Reprodução Internet


O caso
Os militares buscavam autores de um roubo e dispararam contra o carro onde estava Evaldo, um Ford KA branco, próximo da Favela do Muquiço. O músico foi atingido por nove tiros. O sogro dele foi ferido na ação, enquanto sua mulher, seu filho e uma amiga que também estavam no veículo não foram atingidos. O catador Luciano Macedo foi baleado ao tentar socorrer Evaldo e morreu 11 dias depois no hospital.
Macedo também foi atingido com três tiros nas costas por militares do Exército, na mesma ação que atingiu Evaldo Rosa. Ele passava na hora e tentou socorrer o músico, quando também recebeu tiros de fuzil. São réus no processo um segundo-tenente, um terceiro-sargento, dois cabos e oito soldados.