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Presidente da Fundação Palmares nega existência de racismo no Brasil

Segundo Sérgio Nascimento Camargo, escravidão foi 'benéfica para os descendentes'

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O novo presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Nascimento de Camargo, nega a existência do racismo no Brasil. Além disso, o jornalista afirmou que a escravidão foi "benéfica para os descendentes" e que o movimento negro precisa acabar no país. O órgão em que Camargo foi nomeado é o responsável pela promoção da cultura afro-brasileira.
Formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), Camargo promove diversos ataques à imprensa nas redes sociais. Além de defender o fim do dia da Consciência Negra por supostamente causar "incalculáveis perdas à economia do país", o novo presidente da Fundação Palmares já atacou Taís Araújo, Lázaro Ramos e a ex-vereadora Marielle Franco (Psol) — e outras personalidades ligadas à militância negra. 
Nesta quarta-feira, o Diário Oficial da União publicou a nomeação de Sérgio Nascimento de Camargo e mais seis em secretarias da Secretaria Especial de Cultura. As mudanças aconteceram logo após a transferência de Roberto Alvim da pasta, que pertence ao Ministério da Cidadania, para o Ministério do Turismo. 
Os novos titulares são: Camilo Calandreli (Fomento e Incentivo à Cultura); Janicia Ribeiro Silva (Diversidade Cultural); Katiane Fátima de Gouvêa (Audiovisual); José Paulo Soares Martins (Adjunto da Secretaria Especial da Cultura); Cezar Augusto Schirmer (Articulação e Parcerias); e Reynaldo Campanatti Pereira (Economia Criativa).
*Com Estadão Conteúdo.