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Contra-ataques do Estado Islâmico deixam 32 mortos na Síria

As vítimas eram combatentes das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança curdo-árabe apoiada pelos Estados Unidos. As ações foram no último domingo

Líbano - Ao menos 32 combatentes morreram durante contra-ataques do grupo Estado Islâmico (EI) contra as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança curdo-árabe apoiada pelos Estados Unidos, no leste da Síria, no último domingo.

Aproveitando uma tempestade de areia e as más condições climáticas, os contra-ataques lançados pelo EI causaram a morte de 23 combatentes das FDS, enquanto nove combatentes extremistas também morreram, conforme indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Apoiada pela coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos, as FDS lançaram em setembro uma ofensiva contra o último reduto do EI na província leste de Deir Ezzor, próximo à fronteira com o Iraque.

Nas últimas semanas, o avanço das FDS foi freado por contra-ataques do EI, que soube aproveitar o tempo ruim. No domingo à noite, o EI reutilizou a tática. "Usando dois suicidas, o EI lançou contra-ataques mortais contra as FDS em três eixos, em particular nas localidades de Susa e Al-Shaafa", disse à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Os confrontos duraram toda a noite, mas na segunda-feira de manhã as FDS voltaram à ofensiva, recuperando as posições perdidas, detalhou Rahman. "Pelos poucos efetivos que tem, o EI não conseguiu consolidar o controle de suas posições", destacou.

- Minas e franco-atiradores -

Apesar da dificuldade, os combatentes árabes e curdos das FDS conquistaram, nos últimos meses, a maioria das localidades dominadas pelo grupo extremista, cada vez mais reduzido. No sábado, as FDS conquistaram Al-Shaafa, de acordo com informações do OSDH. Os extremistas seguem controlando Susa, Baghuz e as regiões agrícolas próximas, ainda segundo a fonte.

"As linhas de defesa do EI se quebraram. Os extremistas recorrem a franco-atiradores e ataques-relâmpago", detalhou Rahman, acrescentando que as minas colocadas pelos extremistas são as que freiam o avanço das FDS.

Antes da queda do EI neste último setor, a coalizão internacional estimava em 2.000 os extremistas presentes na localidade, principalmente combatentes estrangeiros e comandantes de alto escalão. Mais de mil soldados do grupo morreram desde setembro, bem como 602 combatentes das FDS, segundo o OSDH. Cerca de 367 civis, entre eles 130 crianças, também morreram, indicou a mesma fonte.

Após conquistar de maneira relâmpago amplas regiões na Síria e no Iraque em 2014, o "califado" autoproclamado do EI praticamente não existe. Contudo, a organização extremista continua demonstrando a sua capacidade de atingir com atentados na região e no exterior.

Além de suas posições no leste sírio, os extremistas se mobilizaram em um setor do deserto sírio do centro do país até a província de Deir Ezzor. Lá foram registrados confrontos esporádicos com as forças do regime de Bashar al-Assad.