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Aposta em cavalos gera a maior arrecadação dos últimos 20 anos

Turfe está em alta no país. Expectativa do setor é chegar a R$ 258 milhões em 2019

Os locais de venda saltaram de 52 para 190 no país em apenas três anos, com 30 mil apostadores ativos. No Rio, são 96 pontos de venda
Os locais de venda saltaram de 52 para 190 no país em apenas três anos, com 30 mil apostadores ativos. No Rio, são 96 pontos de venda -

O ano de 2018 registrou a maior arrecadação do Jockey Club Brasileiro (JCB) com as apostas nas corridas de cavalo nas últimas duas décadas. Segundo a PMU Brasil, que faz a gestão e desenvolvimento das redes de distribuição de apostas, foram R$ 224 milhões. A marca reverte um histórico de desinteresse pelo turfe, que registrava queda anual de 10% até dezembro de 2015. A expectativa é fechar o ano com R$ 233 milhões.

"Essa recuperação será em passos ainda mais largos à medida em que a economia do país vai melhorando. O potencial é muito grande, pois o Brasil tem a quarta maior população de cavalos do mundo e o brasileiro gosto do animal e de esporte. O turfe tem tudo para crescer ainda mais", projeta Joseph Levy, CEO da PMU Brasil, empresa que também é responsável pela produção e transmissão das imagens das corridas do JCB e gestão do sistema de apostas.

Segundo Levy, 75% do total arrecadado retorna para os apostadores. A diferença alimenta a cadeia produtiva do turfe, que envolve jóqueis, tratadores, cavalariços, ferradores, instrutores de equitação, veterinários e seleiros. De acordo com a PMU Brasil, são 27 mil empregos gerados no país com as corridas de cavalo.

Subsidiária da PMU França, maior operadora de apostas hípicas da Europa e 3ª maior do mundo, a PMU Brasil está há três anos no país. E atribui o aumento da arrecadação anual ao investimento em novos formatos para apostas e criação de pontos de venda. Desde 2015, os locais de apostas saltaram de 52 para 190 no país, com 30 mil apostadores ativos. No Rio, são 96 pontos de venda.

Segundo Levy, a estratégia de diversificação dos canais de apostas, em meios online, offline e mobile, também contribuiu para a arrecadação recorde este ano no Jockey Club Brasileiro, que representa 60% da oferta de corridas nacionais. "Integramos os pontos de venda offline e online, com possibilidade de apostas por telefone, pelo nosso site, por tablet e celular. Ainda modernizamos os locais de apostas, tornando-os mais atrativos para os apostadores, inclusive os jovens", diz Joseph Levy.