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Homem morre baleado durante operação da PM na Vila Cruzeiro

Moradores denunciam que tiveram suas casas invadidas por policiais que participaram da ação

Situação ficou tensa na comunidade do Complexo da Penha
Situação ficou tensa na comunidade do Complexo da Penha -
Rio - Um intenso tiroteio, no fim da manhã terça-feira, assustou moradores da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Os disparos aconteceram durante uma operação da Polícia Militar na comunidade na Zona Norte do Rio. Além dos tiros, um carro e uma moto foram incendiados durante a confusão. Um suspeito foi baleado e socorrido ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde não resistiu aos ferimentos.
Os disparos na região duraram cerca de 30 minutos. Além dos susto provocado pelos tiros, alguns moradores denunciam que tiveram suas casas invadidas por PMs que participaram da operação.
"Morando há 25 anos na comunidade, nunca fui tão distratado por uma pessoa da lei. Bandidos nunca entraram em minha casa para nada. Estão errados por estar na vida do crime sim, mas a Polícia Militar vem na sua casa, entra à força, te desrespeita, te xinga e é ignorante com você. Meio que invade sua casa e fala 'quer reclamar, vai lá na delegacia'", disse um morador, que relatou à página Vila Cruzeiro - RJ. "Monstros de farda que pensam que morar em comunidades estão sujeitos a todas as irregularidades e coisas erradas. Chegam, entram... você não tem voz na sua própria casa... põem sua integridade física em risco e ainda são ignorantes".
Em nota, a Polícia Militar disse que equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vila Cruzeiro realizavam patrulhamento quando foram atacados por criminosos armados. Houve confronto e um homem portando uma pistola foi atingido e socorrido no Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos. Ocorrência encaminhada à Delegacia de Homicídios.
Quantos às denúncias de invasões feitas por moradores, a PM informou que "as operações desencadeadas pela Corporação são pautadas por informações da área de inteligência e seguem protocolos rígidos de execução. O comando da corporação não compactua com nenhum possível desvio de conduta de qualquer um de seus militares. A Corregedoria monitora, atua e pune todos os envolvidos em tais práticas quando identificados e comprovados os fatos.
Nossos canais oficiais para denúncias estão à disposição da população em tempo integral: WhatsApp através do número (21) 97598-4593, por telefone pelo número (21) 2725-9098 ou pelo e-mail denuncia@cintpm.rj.gov.br. O anonimato é garantido".
Vídeos que circulam na Internet mostram a situação tensa na região; confira!