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Liga e escolas da Série A reclamam da redução da subvenção

O anúncio de que cada uma das 13 escolas da Série A do Carnaval o grupo de acesso ao Especial terá direito a R$ 250 mil de subvenção da Prefeitura do Rio desanimou ainda mais os sambistas, já que muitas escolas não têm nem barracão para montar suas alegorias.

Em nota à imprensa, a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj) protestou contra o corte do subsídio, que em 2018 foi de R$ 476 mil por agremiação: "A situação provoca ainda mais repulsa pelo fato de a Liga não ter recebido qualquer informação direta e oficial por parte do órgão público, tendo tomado conhecimento apenas através da imprensa".

Para o presidente da Acadêmicos de Santa Cruz, Moysés Antônio Coutinho Filho, o Zezo, este é apenas mais um capítulo de descaso da prefeitura com o samba. "A gente está praticamente em janeiro e nem barracão tem", reclamou Zezo, um dos despejados pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), da Zona Portuária, e que não tem onde confeccionar suas fantasias e alegorias para o enredo de 2019, 'Ruth de Souza - Senhora liberdade, abre as asas sobre nós'. Para botar a escola na rua, seriam necessários R$ 2 milhões.

Das 13 escolas de samba da Série A, cinco foram despejadas dos espaços que ocupavam na Zona Portuária e não tem nem onde montar seu carnaval. Onde funcionava o barracão da Alegria da Zona Sul, na Rua Equador, hoje existe um terreno baldio.

"A cerca de dois meses para os desfiles, as escolas de samba estão sendo despejadas dos barracões, sem qualquer orientação ou apoio municipal para que um novo espaço seja destinado para uma produção digna das fantasias e alegorias", protestou a Lierj.

Procurada, a Prefeitura do Rio afirmou que a Riotur iria se posicionar sobre a reclamação dos sambistas, mas, até o fechamento da edição, nenhum representante do município se pronunciou.